LANÇAMENTO: ouça o excelente EP de estreia do Santa Pipe

Sempre existem as discussões em mesas de boteco, sobre os melhores momentos da música de um determinado lugar. Acredito que o pico de uma cena musical, acontece a partir das novas bandas. Não por conta do público ir em todos os shows, não por festivais, não por eventos mensais. E sim quando você consegue despertar a vontade nas pessoas de querer fazer parte daquilo. Não só em participar de uma banda, mas em todas as outras coisas que a arte pode te proporcionar.

Santa Pipe lança seu primeiro single pela Cena Cerrado Discos e o selo carioca Midsummer Madness / Foto: Moana Marques

O Santa Pipe surgiu no final do ano passado: um barbeiro ex-crente, um caipira ateu, um goiano bilingue, um metaleiro xamã e um piloto de horas vagas, grandes amigos se reuniram em Uberlândia. Surge um casamento lo-fi do punk com o grunge, a nostalgia de dias superestimados e a perspectiva de dias medíocres.

​Segundo a banda, 'Santa' vem do bairro onde se conheceram e Pipe veio da musica Loud Pipes do Ratatat. "Gostamos da brincadeira juntando os nomes", conta Romero. ​Ele e Ciro moraram juntos em Uberlândia e cogitaram ter um projeto em 2012, mas isso só aconteceu quando Romero substituiu o guitarrista de uma banda cover em que o amigo cantava. Interessados em produzir som autoral, convidaram o Renato César, baixista e amigo de infância de Romero (Metaphorus-MG, uma banda de heavy metal daqui) e o baterista Arthur Carvalho (Alberi-MG, banda de emogaze).

A formação se completou com a chegada de outro amigo de longa data, Joe Porto (Lava Divers-MG, banda noise pop).​ As principais inspirações vêm de emoções cotidianas, humor de momento mesmo. A faixa "Free Hand", por exemplo, começou de um desenho de tattoo legal (uma mão sobre o globo) e uma critica à opressão neoliberal, mas foi mudando pra algo mais difuso sobre abuso. ​Ela foi lançada em versão single como estreia da banda, na Coletânea Cena Cerrado 2017.

O primeiro single, que conta com duas faixas, foi lançado em parceria com os selos Cena Cerrado Discos e midsummermadness. Como técnico de som e captação das faixas, TiagoBits, do estúdio O Laboratório em Uberlândia. As guitarras captadas em Araguari com Eddie Shumway, que também as mixou e masterizou. A arte de capa é assinada pela ilustradora Priscyla Alves.

OUÇA AGORA:

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