ENTREVISTA ENTRENÓS - Triluna: "Juntas somos mais fortes"

Segunda a wicca, ‘Triluna’ representa a Deusa tríplice: Virgem, Mãe e Anciã. Força eminente e a origem da criação na Terra, na natureza e na vida. Agora, Uberlândia sente o poder da deusa no ambiente cultural independente. Criada com o objetivo de aumentar e apoiar o protagonismo feminino na cena, as minas provam que, para fazer a diferença, basta querer. Mas pelo amor da Deusa, quem são elas?

'Triluna' em roda de conversa promovida no NossoTrampo (Foto: Moviola Mídia Livre)

A Triluna

É uma produtora cultural voltada para a cena independente, que tem como intuito exaltar o trabalho realizado pelas minas. Júlia Commiato é cantora e trabalha com várias parcerias entre bandas e projetos. Ana Zumpano é baterista e vocalista da banda Lava Divers e é a ponte com diversos contatos dentro e fora de Uberlândia na cena musical. Já Amanda Bredariol é publicitária e atua como Dj e comunicadora da produtora.

Dinâmica funcional

(Júlia) - "Cada uma já estava agindo numa área musical: a Ana fazendo produções de alguns eventos, a Amanda tocando nos rolês como Dj e eu envolvida nessa área desde pequena. Depois que começamos a nos aproximar, foi surgindo ideias e naturalmente a demanda fez com que a gente se organizasse. A ideia foi coletiva, mas cada uma assumiu a função que mais se identifica, foi natural”.


Protagonismo Feminino


(Ana) - “Visamos o protagonismo da mulher em diversas áreas, com foco na música e produção musical. Não necessariamente tocando, mas trabalhando no rolê. Com o contato do Girls Rock Camp e da Lava Divers a gente conhece mulheres incríveis. Geralmente, são elas que fazem tudo, desde assessoria até marcar show. É isso o que a gente quer que fique cada vez mais evidente para incentivar outras mulheres. Quanto mais mina participar dos nossos rolês, mais minas vão poder ver tudo isso e pensar: “por que eu não fiz isso antes?”.

Juntas somos mais fortes

(Ana) - “Ter outra pessoa lutando ali, com você, com o mesmo objetivo de dá muito mais força para continuar. É muito legal ficar na correria e olhar pro lado e ver uma galera andando junto, saca? Acho que a gente veio para acrescentar na cena independente. Queremos mostrar que o lugar da mulher é onde ela quiser: à frente, em cima do palco, atrás, carregando instrumento, qualquer lugar. Nosso foco é quebrar uma barreira. É uma cena que mulher não tinha muito espaço e recentemente isso ta mudando. Ver a Thays (Bateria/Voz da NAÏF) no primeiro show dela sentindo o rolê, sentindo livre para mudar a formação, cantar... ficar à vontade, como deveria ser. Foi maravilhoso ver que não rolou aquela pressão, sabe? E é isso o que a gente quer”.


E esse cavalheirismo aí?

(Júlia) - “É uma coisa que a gente vai percebendo ao longo dos dias. Pensei nisso especificamente em um show da Lava Divers onde uma banda tocou primeiro e o batera era um cara. Enquanto ele tava tocando, ninguém fez nada, ninguém ajudou nem ofereceu ajuda. Quando a Ana (Zumpano) subiu pra tocar, todo mundo ficou querendo ajudar sem ela ter pedido, sabe? Os caras queriam ajudar até a montar a bateria! Ela não tava pedindo nada. Aí eu fiquei pensando: os caras tão ali pra ajudar mesmo ou acham que ela não sabe como que montar, mesmo ela SENDO BATERISTA? Também rola a surpresa de saber que um rolê foi feito inteiro de mina, é meio surreal”.


Circuito de bandas femininas?


(Amanda) - “Existem outros selos e produtoras femininas como esse foco, como a Power Recods e a Hérnia de Disco. Sem falar o contato com a galera do Girls Rock Camp, né? Nós queremos fazer um rolê só com as minas, pra mostrar o que tem por aí. Antecipando aqui, dia 8 de outubro vamos trazer a Cora, da PWR e queremos algumas bandas daqui para tocar junto. Vai ser maravilhoso!


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