#LANÇAMENTO: Enzo Banzo lança primeiro clipe de disco solo

July 17, 2018

 

Enzo Banzo no lançamento do disco "Canção Escondida". / Foto: divulgação 

 

Terça feira, 17 de julho. Faz um tempinho que não venho escrever por aqui. Mas estamos voltando, mesmo nesse momento que a vida tem escrito em linhas tortas demais.

 

Falar de Enzo Banzo e de todas as coisas que esse grande nome da música mineira trouxe juntamente aos Porcas Borboletas, soa até meio suspeito pra mim. Tenho memórias de quando ainda era um moleque, por volta de 2007, e tocava em bandas ruins e ensaiava no Arca Estúdio, ao lado do Campus da UFU Santa Mônica e da Mercearia DRC. O estúdio fechou e deixou várias memórias, mas o bar e mercearia ainda existe e vocês provavelmente vão me encontrar por lá algum dia, pois é minha segunda casa. 

 

Lembro de sair da sala de ensaio, e em seguida, chegava aquela banda gigante. Nem era tão grande assim, mas na cabeça de um jovem que tá começando a tocar, todas as bandas deveriam ser um trio. E se hoje ainda não sei quase nada desse universo maravilhoso que é a música, naquela época eu apenas queria.

 

A certeza veio em 2009, no show de lançamento do disco "A Passeio", que é um dos meus favoritos desde aquele fatídico dia. A ocasião, era o antigo Festival Jambolada, no Acrópole, que teve em sua line nessa edição, nomes provavelmente desconhecidos pra quem tá na cena de hoje, mas que na época quebravam tudo: Dissidente (MG), Krow (MG), Cérebro Eletrônico (SP), Ophelia and The Three (MG), Dom Capaz (MG). E grandes nomes como Sepultura (MG), Pato Fu (MG), Canastra (RJ), Anelis Assumpção (SP) e Maria Alcina (RJ). 

 

Segundo dia de festival. O sábado foi tomado por camisetas pretas. Era dia do retorno do Sepultura ao triângulo mineiro, depois de sei lá quantos anos. Sabemos o quanto os fãs de som pesado são torcedores das bandas, e a ansiedade do público pra que esse show começasse era gigante. Inclusive a minha, que ainda não tinha os visto ao vivo.

 

Deu meia noite, era a hora que mais queria. A banda que ia lançar o disco que tanto ouvi falar e que já tinha visto alguns shows em outras ocasiões, subiu no palco.  Ainda tento entender o que foi aquilo. Parecia que estava conhecendo um universo novo, mas que falava na mesma língua que o uberlandense raiz. Ao mesmo tempo que Enzo Banzo e Danislau, essas duas personalidades diferentes mas que se completavam perfeitamente no palco, falavam sobre coisas que não estavam explícitas em suas letras, quem era daqui conseguia entender completamente.

 

Que show foi aquele, meus amigos! Que noite de descobertas. As vezes ainda me sinto transportando pra aquele dia, com todos os amigos que compartilharam aquilo comigo. 

 

Quase dez anos depois estou aqui, trabalhando com música. E tive o prazer imenso de lançar no final do ano passado através da Coletânea Cena Cerrado (Cena Cerrado Discos), "Sobre O Amor", canção essa que Enzo Banzo faz hoje o lançamento do seu primeiro clipe solo. Presente no disco "Canção Escondida", o cantautor traz uma reflexão sobre as diversas maneiras de se relacionar e viver as facetas do amor. 

 

Sobre O Amor - Assista ao clipe

 

 

"O bom de namorar é que quando vem o frio tem um pezinho pra esquentar o meu e meu pezinho tem um pezinho pra esquentar o dela. Sobre namorar, o ruim é que quando quero ficar sozinho e ouvir um jazz no fone de ouvido o telefone toca. E o jazz, o fone, o fumo e eu temos que ficar pra depois. Sobre ficar, eu penso que a nudez é uma questão de tempo. E o corpo é uma questão de espaço. Sobre o beijo, eu penso que são páginas e páginas para única palavra. Duas línguas: ora sim, ora sim, ora não, ora sim, ora sim, ora são, ora sim – oração. Sobre o amor eu acredito que seja a ruína deliciosa de alguém. Sobre a paixão o ruim é essa vontade danada de beber." Enzo Banzo e Danislau Tb, em "Sobre O Amor".

 

Não é preciso dizer muito mais sobre o que isso quer dizer, os autores já esclareceram tudo.

 

O clipe tem um grande time de produção, composto por Felipe Ludovice na direção/edição, figurino de Ana Teixeira e produção da Navegar Cultura. Também teve colaboração de André Mourão, Teatro de Bolso do IV Mundo e Eduardo Lemos. Já o disco "Canção Escondida" (Matraca Records), conta com grandes parcerias de longa data, como Jack Will, Rafael Pombo, Moita Mattos e João Leão. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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