COLUNAS/ENTRENÓS: Produção audiovisual é tema de debate do Festival Cena Cerrado

Programação se estende até domingo (15) com mais de 20 atrações

Com o intuito de fomentar a discussão sobre produção de videoclipes independentes, o Festival Cena Cerrado juntou alguns dos maiores nomes da cena em uma das salas do bloco 5O-A, no Campus Santa Mônica, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), na última terça-feira (10). A mesa de debates papo contou com a participação de artistas, produtores e interessados sobre o assunto.


Cenário em Uberlândia


Um dos convidados a dirigir a mesa, Jozé Vitor Araújo é diretor e videomaker de Uberlândia, além de uma das frentes do Roça Records, selo musical de Hip Hop do Triângulo Mineiro. Para ele, a cidade possui grande potencial na produção audiovisual independente.


“O número de artistas em Uberlândia está crescendo muito e a preocupação com o audiovisual também. A cidade criou uma abertura e acabou abrindo portas para nós, profissionais da área. São novos canais, projetos, como o próprio Cena Cerrado, que deu ênfase nesse assunto, promovendo esse debate. É tudo muito promissor, até mesmo essa procura, a sala cheia, muitas pessoas procurando saber sobre o assunto e gente da área que não conseguiu comparecer hoje, mas que está feliz do tema ser abordado em um festival dessa magnitude. Uberlândia tem tudo pra ser gigante nesta cena”, afirmou.


Além do município


Fundador do Hits Perdidos e um dos participantes do PlayTV, Rafael López Chioccarello também integrou a frente do debate. Para ele, o clipe é o chamariz da banda para o sucesso, tanto pela divulgação, como para interação com o público.


“O clipe é uma oportunidade de mostrar o trabalho para todos. Pensar em outras mídias e nas possibilidades de participar de algum tipo de premiação é algo que traz uma aproximação com a mídia, que gera proximidade com o selo e que pode acabar financiando um estúdio ou uma nova produção futura. Costumo dizer que banda é uma construção, começa pelo show pequeno, conquista o público, o lançamento do single e o videoclipe acaba entrando como uma peça fundamental, já que vivemos num mundo cada vez mais visual. É tudo parte de um ciclo”, detalhou.


Ainda segundo Rafael, a cena independente de Minas Gerais é uma das que mais chama a sua atenção. “Vejo que tem muito artista em Minas. É uma cena crescente. Percebo como que esses caras se ajudam. Tem músico de Uberlândia que junta com galera de Uberaba, Belo Horizonte e por aí vai. O Festival Cena Cerrado é uma forma de fomentar o independente, levando a cidade para um cenário nacional e sendo difundido por várias partes do país”, completou.


Repercussão


Natã Borges é artista independente da cidade e viu no festival uma forma de criar contatos e dividir experiências sobre a cena musical em Uberlândia. “Às vezes, estar nesse meio é partir do zero, sem nenhuma experiência e conhecimento. Estou no meio de um processo de produção de alguns materiais e essa troca de informações que o festival está me proporcionando é muito importante, já que diversas vezes temos ideias e pensamentos que não sabemos como colocar em prática, e aqui podemos ver tudo isso”, relatou o músico.


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