#COLUNAS/ ENTRE NÓS: Entrevista Scalene


Foto: BurnAsh

Com um disco recém lançado e com uma estante cheia de prêmios, a banda Scalene tocou em terras uberlandenses pela primeira vez, no dia 7 de outubro, na 4ª edição do Festival Timbre. Com a platéia lotada, o coro de vozes tomou conta do pátio do Teatro Municipal. A equipe Entre Nós bateu um papo com os integrantes para saber um pouco dessa trajetória.


Festivais


Vinda do Distrito Federal, a banda nasceu em 2009 e de lá pra cá, não parou mais. O quinteto é composto por Gustavo Bertoni (guitarra e vocal), Tomás Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe ‘Makako’ (bateria e vocal). Finalistas do SuperStar, da Globo, os caras já tocaram em festivais de renome nacional e internacional, como o Lollapalooza Brasil e South Southwest (SXSW), no Texas.


Agora, tocando em um dos maiores festivais de música independente do Triângulo Mineiro, Gustavo conta como é importante conhecer novos sons. “Estrear em Uberlândia num festival forte como este nos deixa muito feliz. Um evento como esse, podemos absorver um pouco de cada coisa. São vários artistas e vários sons diferentes e é bom ficar de olho nessa galera. A produção cultural independente tem muita força e é muito legal ver tudo isso reunido”, conta.


Foto: BurnAsh

Profissionalização de bandas

Vencedores do Grammy Latino 2016, a banda levou o prêmio na categoria “melhor álbum de rock em língua portuguesa”, com o disco Éter, lançado em 2015. Atualmente, a banda possui três álbuns, três EPs e um DVD. O tempo de estrada ensinou que todo sonho é possível, basta ter seriedade e persistência.


“A ideia é sempre manter a banda como um trabalho, levar seriedade e tentar profissionalizar ao máximo. Quanto mais a sério você levar sua banda mais as coisas irão melhorar”, diz o baixista Lucas. Só que não vão pensando que no meio desse trabalho todo não tem diversão, porquê disso a banda não abre mão. “Nosso emprego é o melhor emprego do mundo. Nosso escritório é em cima do palco, então a gente se diverte bastante”, lembra.


Contato é tudo

Tendo em mente que ninguém vai pra frente sozinho, a banda não pensa só nela. Para eles, a cena musical precisa se unir, para todos irem se ajudando. “Quando você faz um bom trabalho, você acaba obrigando outras bandas a fazerem trabalhos melhores e assim, todo mundo cresce. Tem que manter contato com todo mundo da cena musical, conhecer o maior número de pessoas e trocar experiências. É assim que a gente cresce”, afirma Lucas.


Com a agenda cheia, a banda Scalene continua na divulgação do novo disco Magnetite com apresentações em grandes capitais, como Recife, Natal, Porto Alegre e Rio de Janeiro.